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EUA - Local - Mundo - 06/20/2022

Americanos celebram o ‘Juneteenth’, feriado nacional, que simboliza o fim da escravidão nos USA

Na quinta, 17 de Junho de 2021, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou a lei que transformava 19 de julho em feriado nacional, apresentada pelo Congresso americano e aprovada por unanimidade pelos senadores democratas e republicanos.

Da Redação – Os americanos celebram neste domingo, 19, o “Juneteenth“. A data representa a emancipação dos últimos escravizados do Texas em 1865 e é amplamente comemorada no país como símbolo dos movimentos contra o racismo, o feriado publico nacional neste ano é na segunda-feira, 20.

Na quinta, 17 de Junho de 2021, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou a lei que transformava 19 de julho em feriado nacional, apresentada pelo Congresso americano e aprovada por unanimidade pelos senadores democratas e republicanos.

O “Juneteenth” já era considerado feriado em alguns estados do país, mas com o apoio do movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), desde o assassinato do ex-segurança negro George Floyd, a pressão para que uma lei federal fosse aprovada só aumentou.

Por que dia 19?
Juneteenthé uma aglutinação, em inglês, da data June 19th (19º dia de junho). Dia em que os últimos escravos do país receberam a informação de que estavam livres – há mais de 150 anos.

Em 1º de janeiro de 1863, o então presidente Abraham Lincoln havia ordenado o fim da escravidão (cerca de dois anos e meio antes do 19 de junho de 1865), ao assinar a Proclamação de Emancipação.

Porém, durante a Guerra Civil dos EUA (1861-1865), os estados confederados do sul mantiveram o regime de escravidão – esse também foi um dos motivos da guerra.

O líder das forças armadas confederadas, General Robert Lee, assinou sua rendição em 9 de abril de 1865, mas levou mais de dois meses para que a notícia chegasse à pequena cidade de Galveston, no Texas, em um 19 de junho.

O governo dos EUA já se desculpou pela escravidão?
Durante uma viagem à África em 1998, o então presidente democrata Bill Clinton pediu desculpas pelo tráfico de escravizados.

Dez anos depois, a Câmara dos Deputados dos EUA emitiu um pedido de desculpas pela escravidão e segregação.

O movimento foi seguido no ano seguinte pelo Senado dos EUA.

Mas, para muitos, essas desculpas não são suficientes. Há pedidos nos EUA por reparações a descendentes de escravizados, mas a questão divide opiniões: em uma pesquisa realizada no ano passado, 74% dos negros americanos mostraram apoio a esse tipo de indenização, enquanto 85% dos brancos se opuseram a eles.

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