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EUA - Imigração - Internacional - Mundo - 11/10/2022

Brasileiras que alegaram estar em cárcere privado nos USA foram presas no Maine próximo à fronteira canadense

Para as famílias das brasileiras, elas estariam nas mãos de uma seita ou de uma rede de prostituição

Da Redação – A mineira Letícia Maia Alvarenga, de 22 anos, e a paulista Derissê Freitas, de 26, estariam tentando entrar no Canadá com documentos irregulares. Elas foram presas na última quarta-feira (2/11), na fronteira do Maine, nos Estados Unidos, junto com a guru e influenciadora digital Katiuscia Torres, conhecida como Katia a Luz.

O motivo da prisão foi divulgado pelo jornal O Globo. Ao veículo, a advogada Gladys Carolina Pires Pacheco, do grupo Searchingdesirre, criado para buscar Desirrê e Letícia, adiantou que a extradição das três jovens deve ocorrer em breve.

Pacheco acredita que elas tenham sido presas devido ao vencimento do visto americano. “Acredito que possa ter relação com os vistos porque o da Letícia já estava vencido, uma vez que ela se encontrava nos EUA desde abril, e o da Desirrê provavelmente também”, declarou ao Globo.

Sumiço

O caso envolvendo a mineira Letícia ganhou repercussão após o pai dela, Cleider Castro Alvarenga, publicar nas redes sociais que a jovem havia sumido pouco depois de ir para os Estados Unidos como participante de um programa “au pair” – tipo de intercâmbio em que a viajante trabalha como babá em casas de famílias estrangeiras.

Na época, Cleider disse que a filha havia abandonado o programa e desaparecido após se envolver com a guru Katiuscia Torres, também conhecida como “Kate A Luz”.

A denúncia de desaparecimento já foi descartada pela Polícia Civil de Minas.

Letícia se manifestou um dia após o pedido de ajuda feito pelo pai. Em um post publicado no Instagram, ela afirmou que não foi sequestrada, nem cooptada por Kate, mas que decidiu cortar relações com a família devido a abusos frequentes que teria sofrido do genitor quando era criança.

No dia 18 de outubro, as suspeitas de que Dessirê e Letícia podiam estar sendo mantidas em cárcere privado na casa de Kat Torres aumentaram. Letícia postou, em sua rede social, um vídeo em que afirmava ter fugido do cativeiro. “Gente, eu quero a ajuda de vocês. Eu estou tentando falar e vocês não estão acreditando. Por favor, a Desirrê está em perigo. Eu consegui sair do cativeiro, mas a Desirrê ainda está lá. Eu vou tentar salvar ela”, disse ela, que aparentava olheiras profundas e estava descabelada. Depois, em novas postagens, ela mudou a versão e passou a garantir que estava na casa de Kat Torres por livre e espontânea vontade e fez acusações contra a própria família.

As buscas pelas duas passaram a mobilizar também o Ministério das Relações Exteriores que, por meio de nota, informou que acompanhava a situação das duas jovens por meio do Consulado-Geral do Brasil em Houston. Na época, o órgão destacou ainda que estava em “contato estreito com as autoridades policiais norte-americanas responsáveis pela investigação”.

Acusação a Yasmin Brunet

Posteriormente, Letícia, Katiuscia e Desirrê, reapareceram afirmando que foram sequestradas pela modelo brasileira Yasmin Brunet. A também atriz registrou boletim de ocorrência contra as jovens.
As acusações foram rapidamente desmentidas pelo próprio trio, que alegou que “tudo não passou de uma brincadeira”. “A gente não teve escolha e foi obrigado a começar a fazer deboche e piada com o caso”, escreveu a mineira no Instagram.

A conta do Instagram de Letícia acabou banida da plataforma. O perfil estava sendo usado pelo trio para mostrar o “estilo de vida” e atacar personalidades, como Yasmin.

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