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Brasileiros são presos em Woburn, Massachussetts, por suposto esquema de tráfico de pessoas

Jesse James Moraes, 64, e Hugo Giovanni Moraes, 42, foram indiciados por supostamente convencer outros brasileiros a entrarem ilegalmente nos EUA, financiar viagens e oferecer emprego a fim de obter vantagens financeiras com a imigração ilegal, informou o site departamento de justiça dos Estados Unidos.

Da redação (Com REUTERS & FOLHAPRESS) – Dois homens foram presos em Massachusetts, nos Estados Unidos, suspeitos de liderarem um esquema de tráfico de pessoas. Os investigados são pai e filho, têm cidadania brasileira e administram dois restaurantes na cidade de Woburn, o Taste of Brazil – Tudo No Brasa e o The Dog House, segundo o Departamento de Justiça dos Estados Unidos.

Jesse James Moraes, 64, e Hugo Giovanni Moraes, 42, foram indiciados por supostamente convencer outros brasileiros a entrarem ilegalmente nos EUA, financiar viagens e oferecer emprego a fim de obter vantagens financeiras com a imigração ilegal, informou o site departamento de justiça dos Estados Unidos.

Um terceiro homem, identificado como Marcos Chacon, 29, também foi detido pelas autoridades americanas.

Os investigados compareceram na tarde dessa terça-feira,04, diante de uma corte federal de Boston para uma audiência inicial e devem continuar presos até a audiência de custódia, ainda sem data.

De acordo com a investigação do Departamento de Justiça dos USA, o esquema iniciava no Brasil, e tinha participação de Chelbe Moraes, irmão de Jesse, que vive no Brasil e cobrava entre US$ 18 mil e US$ 22 mil para levar pessoas até os Estados Unidos.

Quando elas chegavam em território estrangeiro, Jesse e Hugo contratavam os imigrantes em seus restaurantes em Woburn, mas sob a condição de que eles não receberiam o salário integral até pagar a dívida de sua viagem.

Chelbe Moraes foi preso no Paraguai em 2021 por supostamente ter fugido com sua filha pequena, pelo qual agora está sendo julgado no Brasil. Após sua prisão, a Polícia Federal do Brasil começou a suspeitar que ele era um contrabandista de seres humanos, um dos vários que estariam levando a prisões recordes de brasileiros na fronteira ao sul dos EUA.

A Polícia Federal o acusou Chelbe de cobrar dinheiro de brasileiros para entrar no país via México, usando uma rede internacional de policiais e funcionários corruptos, bem como familiares residentes nos EUA. Em 2021, Chelbe negou à agência Reuters de notícias que fosse um contrabandista de seres humanos, dizendo que dirigia uma consultoria legítima aconselhando pessoas sobre pedidos de asilo nos EUA.

Pela primeira acusação, de induzir e cooperar para a entrada ilegal de pessoas nos Estados Unidos para ganhos financeiros, de acordo com o site do departamento de justiça, a pena pode chegar a 10 anos de prisão, três anos de liberdade condicional e uma multa de até US$ 250 mil.
Ajudar um imigrante deportado a voltar ao país rende até dois anos de prisão, três anos de liberdade condicional e multa de US$ 250 mil. Já o crime de lavagem de dinheiro tem pena de até 20 anos de prisão, três anos de liberdade condicional e multa de US$ 500 mil ou o dobro do valor movimentado no esquema, se o valor for maior.

Ainda não há previsão para que os suspeitos sejam julgados pela Justiça norte-americana, nem mais informações sobre as vítimas envolvidas nesse caso.

A FOLHAPRESS entrou em contato por e-mail com os restaurantes de Jesse e Hugo, buscando posicionamento da defesa de pai e filho, mas não obteve retorno. Chelbe também não retornou às mensagens, enviadas pelo Facebook, até a publicação da reportagem.

O espaço permanece aberto para manifestação dos suspeitos.

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