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Casal americano que tentou vender segredos nucleares ao Brasil recebe longas sentenças por espionagem

Analistas alegam que a divulgação de Toebbe foi uma “escolha estranha” dado que o então presidente Donald Trump e o presidente brasileiro Jair Bolsonaro haviam fortalecido a aliança entre os países

JSNEWSA esposa de um ex-engenheiro nuclear da Marinha dos EUA que ajudou o marido a passar segredos militares para alguém que ela acreditava ser um agente de outro país, recebeu uma sentença mais dura do que seu marido em um caso de espionagem.

Diana Toebbe, uma ex-professora da escola secundaria, foi condenada a 21 anos de prisão, enquanto Jonathan Toebbe foi condenado a mais de 18 anos, anunciou Departamento de Justiça na quarta-feira, 10.

Fontes familiarizadas com a investigação confirmaram que o engenheiro naval Jonathan Toebbe (direita) e sua esposa, Diana (esquerda), tentaram vender segredos nucleares dos EUA ao Brasil. A identidade da nação já havia sido ocultada anteriormente.
(Foto montagem: Redes sociais e dailymail)

Diana e Jonathan Toebbe admitiram que tentaram vender dados restritos sobre os sistemas de propulsão nuclear dos submarinos americanos para o Brasil, o que é uma violação da Lei de Energia Atômica e que pode acarretar a pena máxima de prisão perpetua.

O casal se declarou culpado em fevereiro deste ano do crime de conspiração e esperava que um juiz federal da Virgínia Ocidental aprovasse os acordos de apelação para obter sentenças menores.

A juíza Gina Groh rejeitou os acordos afirmando que não era do interesse do país aceitar quaisquer acordos nos quais Jonathan Toebbe e sua esposa poderiam serem condenados a sentenças menores.

O casal entregou de cartões SD criptografados contendo informações confidenciais sobre submarinos nucleares, especificamente submarinos da classe Virgínia, a quem eles acreditavam ser membros de um governo estrangeiro, em troca de uma quantia elevada de dinheiro convertido em criptomoedas, de acordo com uma queixa criminal.

Os dados restritos incluíam “algumas das informações seguras e confidenciais sobre nossa frota nuclear”, de acordo com o comandante das forças submarinas, o vice-almirante William J. Houston.

O New York Times informou que autoridades brasileiras alertaram o FBI após receberem um pacote de Jonathan Toebbe com documentos da Marinha e instruções sobre como contatá-lo.

Os promotores disseram que o casal se esforçou muito para esconder os cartões SD em locais de entrega acordados previamente.

“Os Toebbes conspiraram para vender informações restritas de defesa que colocariam em risco a vida de nossos homens e mulheres e a segurança dos Estados Unidos”, disse o procurador-geral assistente Matthew G. Olsen, da Divisão de Segurança Interna do Departamento de Justiça.

A juíza distrital dos EUA Gina M. Groh chamou os Toebbes de “traidores confessos” que cometeram “atos horríveis contra esta nação”.

Relembre o caso
Jonathan e Diana Toebbe procuraram a inteligência militar do Brasil em abril de 2020 oferecendo milhares de páginas de documentos confidenciais de Washington, mas as autoridades brasileiras denunciaram o espião ao adido legal do FBI no país.

A identidade da potência estrangeira foi ocultada pelo Ministério Público Federal dos Estados Unidos e foi amplamente especulado que poderia ter sido a França.
No entanto, um alto funcionário brasileiro e outros familiarizados com a investigação confirmaram que Toebbe se aproximou do governo brasileiro em abril de 2020, informou o New York Times em Fevereiro deste ano.

Analistas alegam que a divulgação de Toebbe foi uma “escolha estranha” dado que o então presidente Donald Trump e o presidente brasileiro Jair Bolsonaro haviam fortalecido a aliança entre os países. Alguns argumentam que naquela época as relações EUA-Brasil eram as mais próximas em décadas.

E apesar do governo brasileiro estar interessado em desenvolver sua própria tecnologia militar, os funcionários do país não estavam dispostos a roubar segredos americanos.

A trama dos Toebbes rapidamente foi desvendada depois que a inteligência brasileira entrou em contato com o FBI revelando a trama.

A confirmação de que Toebbe entrou em contato com o Brasil vem um mês depois de se declarar culpado em um tribunal federal em Martinsburg, Virgínia Ocidental.

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