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Brasil - EUA - Imigração - Local - Mundo - 10/17/2022

Famílias suspeitam que as jovens brasileiras desaparecidas nos Estados Unidos são vítimas de tráfico humano

Suposto desaparecimento de Letícia Maia, de 21 anos, está sendo apurado pela Delegacia de Polícia Civil em Perdões-MG, onde a família dela mora

Da Redação – Famílias de duas brasileiras que se mudaram para os Estados Unidos para trabalharem como au pair, programa de intercâmbio de um ano em que as pessoas são “acolhidas” por famílias-anfitriãs e cuidam de crianças em troca de remuneração, alimentação, oportunidades de estudo entre outros, movimentaram a internet nos últimos dias por informações sobre o bem-estar das jovens.

Na última sexta-feira (14), o pai da brasileira Letícia Maia Alvarenga, de 21 anos, Cleider Castro Alvarenga, morador da cidade de Perdões no Sul de Minas Gerais, publicou em seu Instagram um apelo sobre notícias da filha, que estaria na cidade de Leander no Texas, e segundo ele, não se comunica com a família desde abril deste ano.
“Estamos desesperados. Se alguém tiver alguma notícia, nos avise. Peço também que compartilhem com outros grupos e pessoas que possam nos ajudar”, escreveu.
No último domingo (16), uma página do Instagram, chamada “Searching Desirrê”, publicou uma nota sobre o desaparecimento de Letícia e Desirrê Freitas, que segundo a mesma nota não é vista nas redes sociais desde setembro.
“Muita gente está acompanhando as lives que estão surgindo, todas com narrativas deturpadas – o padrão da falsa guru para desviar o foco dela. Quem conhece as meninas não compactua com as inverdades levantadas. Nos vídeos é possível ver nitidamente que existe uma prisão para além da física, que é a prisão emocional: manipulação, ameaças, culpabilização da vítima e falsas promessas”, diz um trecho da nota.

As brasileiras estavam sob “acolhimento” de uma influenciadora digital conhecida como Kate A Luz, que desde o começo da movimentação nas redes sociais por parte das famílias das jovens, teria usado seu Instagram para falar sobre a integridade das au pairs, dizendo que ambas estariam bem e que não queriam contato com suas famílias em função de abusos sofridos ao longo de suas vidas.

No entanto, após a repercussão nos comentários dos internautas sobre a estranheza nas declarações dadas em uma live que ocorreu ontem (16), as contas de Kate A Luz e de Desirrê foram desativadas do Instagram.

A desconfiança sobre tráfico humano começou quando alguns internautas afirmaram terem visto fotos das jovens em sites de prostituição. Durante a live ocorrida no domingo, a modelo Yasmin Brunet se manifestou nos comentários pedindo para que Letícia mostrasse o quarto em que estava e as condições em que se encontrava para tranquilizar as pessoas, mas a atitude da modelo não foi recebida como preocupação, já que a au pair Letícia teria acusado Yasmin de “passar pano para seu pai abusador”.

Além disso, antes de desativar sua conta no Instagram, Kate teceu ameaças à modelo brasileira, “Sua p*ta desgraçada, vai ter uma maldição e magia negra especialmente com seu nome hoje, eu e Letícia vamos fazer”, disse Kate.
Em contrapartida, a modelo disse que tomará as medidas cabíveis judicialmente sobre as ameaças, já que ela não teria acusado Kate de nada, apenas pedido que Letícia mostrasse o local em que mora.

O desaparecimento de Letícia Alvarenga foi registrado na Polícia Civil de Perdões e está sob apuração, além disso, os internautas têm feito pressão para que o caso seja levado às autoridades estadunidenses.

 

 

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Com informações purebreak

 

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