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Brasil - Local - Mundo - Política - 12/26/2022

Governo de transição do presidente eleito pede a prisão de pelo menos 20 manifestantes por atos antidemocráticos

Um fato recente, por exemplo, é a tentativa de atentado que aconteceu neste sábado (24), em Brasília. De acordo com o governo de Transição, há uma 'falha clara' por parte do Exército a quem compete fiscalizar os chamados produtos controlados, categoria na qual se inserem os explosivos de posse do empresário George Washington, preso como autor do atentado.

Da redação – Os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) que estão acampados em quartéis, são alvo de ao menos 20 pedidos de prisões, feitos pelo governo de transição do presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Segundo o governo eleito, parte dos órgãos que deveriam coibir a atuação de atos antidemocráticos, são omissos.

Um fato recente, por exemplo, é a tentativa de atentado que aconteceu neste sábado (24), em Brasília. De acordo com o governo de Transição, há uma ‘falha clara’ por parte do Exército a quem compete fiscalizar os chamados produtos controlados, categoria na qual se inserem os explosivos de posse do empresário George Washington, preso como autor do atentado.

Segundo a Polícia Civil do Distrito Federal, foi encontrada uma grande quantidade de explosivos e armamento na residência do empresário bolsonarista.

De acordo com relatos em depoimento, o gerente de posto de gasolina é do Pará e veio a Brasília em uma caminhonete com um arsenal e mais de mil munições de diversos calibres e cinco bananas de dinamite.

Um dos integrantes do GT de Justiça e Segurança Pública da transição afirma haver conivência por parte das Forças Armadas ao permitirem a manutenção dos acampamentos onde “organizações criminosas usam área militar para a prática de crimes, como o terrorismo”.

O governo também teceu críticas a Polícia Federal (PF). Para auxiliares de Lula, há inércia na corporação que, após os atos de vandalismo praticados no dia da diplomação do presidente eleito, iniciou uma investigação por dano ao patrimônio e lesão a um policial, não por terrorismo.

No início de dezembro, no último dia 6, o empresário Milton Baldin teve a prisão decretada a pedido do agora indicado para delegado-geral da PF, Andrei Passos Rodrigues.

Baldin foi preso no acampamento bolsonarista em Brasília dias após gravar um vídeo convocando apoiadores do presidente e em especial os CAC, que tem armas legais.

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