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Biden - Imigração - Mundo - Novo Normal - 08/26/2022

Legista do Texas adverte que não há mais espaço no necrotério para armazenar os corpos dos imigrantes que morrem na fronteira

A morte acaba surpreendendo muitas das pessoas que fogem da pobreza de maneiras diferentes na fronteira México-USA.

JSNEWS – Na tentativa de cruzar a fronteira do México para os Estados Unidos, dezenas de imigrantes perdem suas vidas todos os meses, seja devido à desidratação no meio do deserto ou afogados no Rio Grande, a morte acaba surpreendendo muitas das pessoas que fogem da pobreza de maneiras diferentes na fronteira México-USA.

Desde que a pandemia apareceu, os problemas econômicos globais pioraram e, como resultado, não apenas o número de imigrantes que chegam ilegalmente ao território norte-americano aumentou, mas também o número de cadáveres que ocupam os necrotérios das cidades fronteiriças deixando aos legista o trabalho de determinar como eles morreram.

Durante uma entrevista à CNN, a Dra. Corrine Stern, que atua como médico legista no Condado de Webb, Texas, há 11 anos, disse que o número de corpos migrantes a serem periciados aumentou consideravelmente e que “2022 tem sido o ano mais movimentado de minha carreira”, disse legista. “Estou vendo um aumento extremo no número de mortes de imigrantes que cruzam a fronteira em comparação com outros anos”.

De acordo com a Dra. Stern, desde janeiro deste ano ele teve que examinar 218 corpos de imigrantes que foram encontrados mortos no Condado, 22  a mais em relação à quantidade apresentada no ano passado durantes o mesmo período. O trabalho do legista consiste em identificar os corpos, determinar a causa das mortes e também de notificar parentes sobre o falecimento.

A legista também disse que ela nunca teve tantos corpos em abrigo, 260 no total, que estão distribuídos em cinco geladeiras e admitiu que não tem mais espaço para guardar os corpos.

“Nós simplesmente não temos a capacidade de armazenamento agora por causa da quantidade de corpos que estamos vendo”, disse.

Os corpos passaram a ser guardados nas funerárias do condado, que também ficaram sem espaço e elas começaram a enterrar os corpos sem uma identificação nos cemitérios da região.

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