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Economia - EUA - Internacional - Local - Mundo - Novo Normal - 08/23/2022

Vendas de novas moradias nos EUA desabam a mínima de 6 anos e meio; atividade empresarial contrai

As vendas de moradias novas desabaram 12,6% no mês passado, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 511 mil unidades, nível mais baixo desde janeiro de 2016.

REUTERS – As vendas de novas moradias unifamiliares nos Estados Unidos caíram para uma mínima em seis anos e meio em julho, à medida que as taxas de hipoteca ainda elevadas e os preços de casas pioraram o acesso aos imóveis.

O mercado imobiliário tem sido o mais afetado pelos aumentos agressivos da taxa de juros pelo Federal Reserve, que visa desacelerar a economia para domar a inflação. O relatório do Departamento de Comércio divulgado nesta terça-feira se somou a dados anteriores mais fracos sobre moradia.

As vendas de moradias novas desabaram 12,6% no mês passado, para uma taxa anual ajustada sazonalmente de 511 mil unidades, nível mais baixo desde janeiro de 2016. O ritmo de vendas de junho foi revisado para 585 mil unidades, ante 590 mil unidades relatadas anteriormente.

As vendas aumentaram no Nordeste, mas caíram no Oeste e Meio-Oeste, bem como no Sul, região densamente povoada.

Economistas consultados pela Reuters previam que as vendas de novas moradias, que representam uma fração das vendas de moradias nos EUA, diminuiriam para uma taxa de 575 mil unidades.

As vendas afundaram 29,6% em julho contra um ano antes. Elas atingiram um pico de 993 mil unidades em janeiro de 2021, nível mais alto desde o fim de 2006.

Dados na semana passada mostraram que a construção de moradias unifamiliares, que representam a maior parte da construção de casas, caiu para uma mínima de dois anos em julho, enquanto as revendas de moradias recuaram para níveis vistos pela última vez em maio de 2020.

O índice de confiança da Associação Nacional de Construtores de Casas/Wells Fargo Housing Market caiu abaixo do nível de equilíbrio de 50 em agosto pela primeira vez desde maio de 2020.

O Fed elevou sua taxa básica de juros em 225 pontos-base desde março, em uma tentativa de desacelerar a economia e esfriar a inflação.

O discurso do chair do Fed, Jerome Powell, na sexta-feira na conferência anual global de bancos centrais em Jackson Hole, Wyoming, pode sinalizar o quanto o banco central norte-americano precisa apertar a política monetária.

As taxas de hipoteca, que se movem em conjunto com os rendimentos dos Treasuries, subiram ainda mais do que a taxa de juros de referência. A hipoteca de taxa fixa de 30 anos está em média em 5,13%, acima dos 3,22% do início do ano, segundo dados da agência de financiamento hipotecário Freddie Mac.

SETOR PRIVADO CONTRAI

A atividade do setor privado dos Estados Unidos contraiu em agosto pelo segundo mês consecutivo e atingiu o ponto mais baixo em 18 meses, com particular fraqueza no setor de serviços, uma vez que a demanda enfraqueceu diante da inflação e de condições financeiras mais apertadas.

O Índice de Gerentes de Compras (PMI) Composto preliminar da S&P Global para agosto caiu para 45 –menor nível desde fevereiro de 2021–, de leitura final de 47,7 em julho. Uma leitura abaixo de 50 indica contração da atividade.

A queda foi mais notável em serviços, já que o PMI do setor caiu para 44,1, de 47,3 no mês passado. O índice da indústria ainda mostrou expansão modesta, com número em 51,3, ante 52,2 em julho.

Ambos os resultados foram os mais baixos desde meados de 2020 e também ficaram aquém da estimativa em pesquisa da Reuters. A expectativa para o PMI de serviços era de 49,2, enquanto que para a indústria estava em 52.

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