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Brasil - Policial - Saúde - 07/14/2022

Anestesista preso: Polícia Civil investiga 30 possíveis vítimas de estupro

Da Redação – A Polícia Civil investiga outros 30 possíveis casos de estupro cometidos pelo médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra, preso por estuprar uma mulher grávida durante o parto, em São João de Meriti, no Rio de Janeiro.

“São relatos ainda. Precisamos investigar. São 30 já identificadas como possíveis”, afirmou a delegada Bárbara Lomba, titular da Delegacia de Atendimento à Mulher de São João de Meriti.

No hospital da mãe em Mesquita, na Baixada Fluminense, Giovanni Quintella acompanhou mais de 20 cirurgias. Agora, autoridades investigam se, durante os procedimentos, o anestesista também usou medicamento de forma excessiva ou desnecessária.

“Toda essa ação criminosa é repugnante, é algo que não imaginávamos que pudesse acontecer”, declarou a delegada.

Duas possíveis vítimas vão prestar depoimento nesta quinta-feira (14), segundo Bárbara Lomba. As mulheres estavam no Hospital da Mulher Heloneida Studart e foram operadas no mesmo dia em que o crime foi flagrado no local. “Elas foram operadas no dia 10 de julho, antes daquela vítima nas imagens. Já temos informações de que elas foram sedadas também, possivelmente desnecessariamente.”

Na última quarta-feira (13), a delegada afirmou que Quintella é um criminoso em série. “Diante da repetição das ações criminosas, das características de compulsividade que se observam e da possibilidade de várias vítimas feitas naquelas condições, podemos afirmar que se trata de um criminoso em série”, disse.

Bárbara Lomba falou ao telefone com a mulher cujo vídeo foi usado para prender o médico em flagrante. A vítima soube ontem que foi estuprada e chorou com a revelação. O marido dela deve ser ouvido na delegacia nos próximos dias.

Prisão preventiva
Após a justiça converter para preventiva a prisão do anestesista, a Seap o transferiu para o Complexo de Gericinó, na Zona Oeste do Rio. O suspeito foi levado Cadeia Pública Pedrolino Werling de Oliveira, conhecido como Bangu 8, pouco depois das 20h. A unidade é destinada a presos que têm nível superior.

Quando chegou ao local, pouco depois das 21h10, detentos do presídio começaram a sacudir as grades, vaiar e xingar o anestesista, como forma de protesto. Assim como em Benfica, por segurança ele ficará em uma cela isolada na galeria F.

A unidade abriga presos de casos conhecidos, como Jairinho, que aguarda julgamento pelo caso da morte do enteado, Henry Borel. Outro que também estão na unidade é o delegado Marcos Cipriano, preso na Operação Calígula, que mirou a exploração ilegal de jogos de azar pelo bicheiro Rogério de Andrade, e Maurício Demétrio, preso acusado de participar de uma organização criminosa que extorquia comerciantes em Petrópolis, na Região Serrana do Rio.

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