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Comunidade - Local - Saúde - 10/14/2022

SOS da Vida – Sonho

Por: Eliana Pereira Ignacio – Olá, meus caros leitores, hoje venho falar sobre sonho, o sonho é um produto psíquico originário do estado de sono e sem motivação consciente. Em um sonho a consciência não está completamente extinta, há sempre um pequeno fragmento atuante. Na maioria dos sonhos, por exemplo, ainda há a consciência do ego, embora seja um ego muito limitado e distorcido, curiosamente conhecido como o ego onírico. É um mero fragmento ou sombra do ego vigil consciente.

Como acontece no estado de vigília, onde as pessoas reais e as coisas entram no campo de visão, no sonho as imagens são inseridas em outro tipo de realidade, onde não se sente como se estivesse produzindo conscientemente sonhos, pois eles, além de não estarem sujeitos ao controle, obedecem às suas próprias leis.

Os sonhos são, obviamente, complexos psíquicos autônomos que se formam por conta própria e de seu próprio material. Por outro lado, a origem das motivações dos sonhos não é de conhecimento consciente e pode-se dizer que os sonhos vêm diretamente do inconsciente. Segundo Jung, grande estudioso do assunto, argumenta que o inconsciente deve ser considerado “um órgão natural, com sua energia específica própria e criativa”. Ele define o conteúdo do inconsciente da seguinte forma: – Tudo aquilo que eu sei, mas que não estou pensando no momento. Tudo que já me foi uma vez consciente, mas agora está esquecido. Tudo o que foi percebido pelos meus sentidos, mas não notado pela minha mente consciente.

Tudo que involuntariamente sentido, pensado, lembrado e feito sem que tenha prestado atenção. Todas as coisas futuras que vão tomando forma em mim e chegarão, em algum tempo, à consciência. Isso compõe o conteúdo do inconsciente, além de toda repressão mais ou menos intencional de pensamentos e sentimentos dolorosos. Jung atribuiu ao inconsciente também uma função compensatória à consciência.

Daí a existência dos sonhos, devaneios e fantasias que a humanidade experimenta desde tempos imemoriáveis. A existência de fantasias inconscientemente e não realizadas aumenta a frequência e a intensidade dos sonhos. Quando essas fantasias se tornam conscientes os sonhos mudam seu caráter e se tornam me nos intensos e menos frequentes.

A partir disso e possível concluir que os sonhos muitas vezes contêm fantasias que “desejam” se tornarem conscientes. Uma pesquisa feita durante a Primeira Guerra Mundial, vem validar esse conceito, tal pesquisa informa que os soldados sonhavam muito menos com a guerra quando estavam no campo de combate do que quando estavam em suas casas.

Os psiquiatras militares consideravam fundamental retirar o soldado das linhas de frente quando ele começava a sonhar muito com as cenas de guerra; – isso significava que o soldado já não possuía defesas psíquicas eficientes contra as solicitações vivenciais de fora. Assim como a atividade psíquica consciente pode criar mecanismos defensivos, inconscientemente nossa atividade psíquica produz sonhos, fantasias, etc.

Um sonho que se nos apresenta não é criado conscientemente, apesar de termos consciência de sua percepção e mesmo reprodução.

O sonho continua sendo uma fonte de atividade criativa inconsciente. Sonhos não enganam, não distorcem, não mentem e nem disfarçam; eles sempre. procuram expressar algo que o Ego não compreende ou nem sabe. Um sonho é um auto-retrato espontâneo e de forma simbólica da realidade e da situação do inconsciente. Assim como o corpo reage fisiologicamente às agressões, feri mentos, infecções ou qualquer outra condição anormal, as funções psíquicas também reagem à perturbações emocionais perigosas com mecanismos de defesa intencional.

Entre as reações defensivas propositais ou compensatórias do inconsciente inclui-se os sonhos, como a atividade psíquica consciente que pode criar mecanismos defensivos, inconscientemente a atividade psíquica produz sonhos, fantasias, etc.

Um sonho que se apresenta não cria do conscientemente, apesar de ter consciência de sua percepção e mesmo reprodução. O sonho continua sendo uma fonte de atividade criativa inconsciente. Ele tem um papel fundamental na existência humana, sem ele talvez não fossemos distinguíveis dos outros seres vivos, pois o sonho é algo que pode ter uma perspectiva mais científica ou outra mais afetiva. “a partir do sonho de um homem o mundo pula e avança”. Em suma, a possibilidade de que o sonho comande a vida humana, direta ou indiretamente influenciando a maneira de pensar, de agir, o relacionamento em sociedade, a humanidade no geral é real.

Trago a lembrança de Renato Russo “Algumas coisas não precisam fazer sentido basta valer a pena”. E ele disse: “ouçam as minhas palavras: quando entre vocês há um profeta do Senhor, a ele me revela em visões, em sonhos falo com ele”.

Numero 12:6 Até a próxima semana!!


Eliana Pereira Ignacio é Psicóloga, formada pela PUC – Pontifícia Universidade Católica – com ênfase em Intervenções Psicossociais e Psicoterapêuticas no Campo da Saúde e na Área Jurídica; especializada em Dependência Química pela UNIFESP Escola Paulista de Medicina em São Paulo Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas, entre outras qualifi cações. Mora em Massachusetts e dá aula na Dardah University. Para interagir com Eliana envie um e-mail para epignacio_vo@hotmail.com ou info@jornaldossportsusa.com

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