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Biden - Brasil - Economia - EUA - Internacional - 12/13/2022

Inflação nos USA acumula alta de 7,1% em 12 meses

Da Redação – A inflação nos Estados Unidos subiu 0,1% em novembro, de acordo com dados do Departamento do Trabalho do país nesta terça-feira (13), o acumulado nesses últimos meses, o índice de preços ao consumidor (CPI) acumula alta de 7,1%, contra a variação positiva de 7,7% registrada em outubro.

O CPI é a medida da variação média ao longo do tempo dos preços pagos pelos consumidores urbanos em uma cesta de bens e serviços de consumo.

Segundo o Departamento do Trabalho, o índice de habitação no mês de novembro foi “de longe” o maior contribuinte para o aumento mensal de todos os itens, mais do que compensando as quedas nos índices de energia.

O índice de energia teve queda de 1,6% no mês, depois de registrar uma alta de 1,8% em outubro. A gasolina caiu 2%, enquanto no mês anterior havia subido 4%.

Outro resultado importante vem do núcleo da inflação, que une todos os itens exceto alimentos e energia. A alta foi de apenas 0,2% em novembro, menor aumento desde agosto de 2021. Em 12 meses, o núcleo acumula alta de 6%.

O índice de alimentos cresceu menos, mas registra pressão. “Quatro dos seis principais índices de grupos de alimentos de supermercados aumentaram ao longo do mês”, diz o Departamento do Trabalho.
O destaque foi o grupo “frutas e vegetais”, que cresceu 1,4% em novembro, depois de uma queda de 0,9% no mês anterior. Na outra ponta, carnes tiveram queda de 0,8%.

O segmento geral de alimentos registrou alta de 0,5% em novembro, contra 0,6% em outubro. Tanto para comida em casa como fora, o aumento foi de 0,5%.

Inflação maior que a brasileira
Um levantamento do TradeMap mostra que este é o terceiro mês seguido em que a inflação dos EUA fica maior que a brasileira. O índice americanovenceu” o IPCA em apenas sete oportunidades desde dezembro de 2000.

“Para três meses consecutivos, um efeito similar só se verifica nos meses de junho, julho e agosto de 2006”, diz Rivero.
Exceto os seis meses citados, apenas em maio de 2018 o CPI ficou 0,09 ponto percentual acima do IPCA do mês. Já a maior diferença foi em maio de 2003: enquanto a inflação americana era de 1,91%, o IPCA registrava 17,24% (ou 15,33 pontos percentuais de distância).

Segundo o boletim Focus, divulgado hoje (12), pelo Banco Central (BC) do Brasil, estimam que a inflação oficial do Brasil, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), deverá fechar este ano em 5,79%.

Selic (Taxa de juros)
Segundo o mercado manteve a taxa básica de juros (Selic) deve fechar o ano em 13,75%. Para 2023, a taxa esperada é de 11,75%. Já em 2024 e em 2025, a Selic deve atingir, respectivamente, 8,50% e 8%.

PIB (Brasil)
Os especialistas mantêm a projeção de que, este ano, o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país cresça 3,05%. Há quatro semanas, a estimativa era de um crescimento de 2,77%.

Para 2023, a expectativa é que a economia brasileira cresça 0,75%. Para 2024 e 2025, o mercado financeiro projeta expansões do PIB em 1,70% e 2%, respectivamente.

Câmbio
As instituições financeiras também preveem que o dólar encerrará este e o próximo ano valendo R$ 5,25, baixando para R$ 5,24 em 2024, e para R$ 5,23 em 2025.

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