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Saúde - 07/22/2022

Flexibilidade mental para ser feliz

Por: Eliana Pereira Ignacio – Olá, meus caros leitores, hoje venho trazer uma sugestão que se for seguida com certeza conquistara grandes benefícios. Seja flexível, assim poderá escolher a postura que melhor se adapta aos seus interesses. Porque o verdadeiro poder humano é nutrido pela flexibilidade mental, e não pelas abordagens que, quando terminadas, perdem toda a sensibilidade diante do que acontece.

Afinal, a felicidade é movimento e sempre responde à mente que sabe se dirigir à si mesma, que aceita suas emoções, que se conecta, que cuida de seu foco e tem objetivos claros. O termo flexibilidade mental, remete-se a visualizar imediatamente uma floresta de bambu. No meio de uma tempestade ou de um ciclone, que se dobra diante de cada golpe de vento e retornar depois à posição inicial. A metáfora é bastante ilustrativa, mas a verdadeira magia do bambu não está em sua propriedade flexível: está em sua resistência.

A frase de Jenny Moix define muito bem esta resistência: “O cérebro tem muito mais possibilidades e energia do que pensamos. Por que, em vez de nos dedicarmos a adormecê-las, não nos empenhamos em potencializá-las?” Assim, a saúde depende não apenas do que se faz, mas também do que se pensa, além de outros fatores, como por exemplo a genética. Assim, algo que às vezes não percebemos é o equilíbrio emocional e psicológico é fraco.

Nesse sentido, a mente pode não ser o lugar mais tranquilo para se viver. Nela podem morar muitos medos, obsessões, tristezas, diálogos negativos… Como Jenny Moix explica em seu livro ‘Minha Mente Sem Mim’, é preciso estar consciente de que a felicidade autêntica não engloba apenas o chão que os pés pisam.

Boa parte das possibilidades de bem-estar reside na saúde nos processos mentais. Seguindo esta linha, é possível dizer que somente se é capaz de aprender a ser mais flexível se der forma a uma abordagem mais resistente a qualquer desafio ou adversidade. Ser flexível para experimentar menos emoções negativas. Ao percorrer um dia a dia com um enfoque mental rígido e inflexível irá se deter inexoravelmente diante de qualquer obstáculo, sob ameaça de ser destruído.

Dessa forma, uma mente que não sabe se adaptar, relativizar ou controlar seus pensamentos automáticos não é feliz. São muitos os estudos científicos que sustentam uma realidade: as pessoas psicologicamente flexíveis estão em condições de desfrutar de uma melhor qualidade de vida. Essa abordagem lhes permitirá administrar melhor suas emoções, responder de forma mais criativa às dificuldades e desfrutar de relações sociais muito mais positivas e enriquecedoras.

Ser flexível também as torna mais eficazes. Essa capacidade coloca ao nosso alcance recursos para as adaptarem e reagirem diante de eventos inesperados ou novos. Em suma ser flexível para experimentar menos emoções negativas é treinar a flexibilidade mental para ser feliz.

Este deveria ser, sem dúvida, um dos lemas diários. No entanto, quando levado praticamente metade da vida imersos na locomotiva mental da preocupação, da ansiedade, da insegurança ou daqueles férreos esquemas herdados que tanto nos condicionam, é muito difícil mudar de hábitos, de abordagens, de vida… Gostaria de sugerir a levarem as coisas de maneira diferente, relativizar, treinar a flexibilidade mental para ser mais resistentes diante das mudanças e adversidades, mas como fazer isso? Bom, como dizem, nem sempre é bom se concentrar apenas nos resultados, naquilo que se quer ser ou conseguir.

Objetivos mais próximos permitirão que nos recompensem com mais frequência, enquanto implementam diferentes estratégias. Deixe de pensar em termos absolutos, que o oposto do branco é preto, que na vida ou você está comigo ou está contra mim. Vamos banir esses esquemas em que há apenas duas caixas: uma onde está o que é bom e outra onde está o que é mau. Vamos nos atrever a descobrir o mundo de nuances que se abre entre os dois polos.

Pouco a pouco, vamos perceber que estávamos errados em muitas coisas, que a realidade é cheia de detalhes, riquezas, abordagens, aprendizado, pontos de vista. Nossa mente gosta de divagar, adora fugir para o ontem, para o que um dia foi, poderia ser ou não foi. Também tem o mau hábito de viajar para o futuro sem uma máquina do tempo para antecipar mil catástrofes, mil desastres e infortúnios.

Coloque os freios, vá encurtar a mente tão viajante e aprender a seduzi-la com o momento presente, com o aqui e agora, onde acontece o que realmente importa. Ter flexibilidade mental implica, por sua vez, não perder de vista as raízes. Significa estar ligado aos valores e ao que realmente importa.

Desta forma, será mais difícil que a corrente de julgamentos e opiniões dos outros nos arraste. Fiz-me como fraco para os fracos, para ganhar os fracos.

Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns. 1 Coríntios 9:22
Até a próxima semana.


Eliana Pereira Ignacio é Psicóloga, formada pela PUC – Pontifícia Universidade Católica – com ênfase em Intervenções Psicossociais e Psicoterapêuticas no Campo da Saúde e na Área Jurídica; especializada em Dependência Química pela UNIFESP Escola Paulista de Medicina em São Paulo Unidade de Pesquisa em Álcool e Drogas, entre outras qualificações.
Mora em Massachusetts e dá aula na Dardah University. Para interagir com Eliana envie um e-mail para epignacio_vo@hotmail.com ou info@jsnewsusa.com

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